Sou Adauto Quirino Silva, advogado profissional há quatro décadas e economista apenas diplomado. Cursei Ciências Econômicas em Marília e, depois, Direito em Bauru. Apesar de ter praticado outras atividades, especialmente de natureza econômica, industrial e pecuária, foi na prestação de serviços, como advogado, que me estabilizei, dando conta de formar meus filhos (Linda Cristina e João Felício) e manter a família em razoável condição de vida, com o indispensável arrimo da esposa Clarice.
Fui uma pessoa instável na focagem de determinado objetivo, sem saber bem o que queria na vida, mas sempre interessado na cultura da inteligência e da moral. Na busca intensa de me projetar, fui contador estabelecido, escrivão de polícia a título precário, inspetor de quarteirão (espécie de delegado leigo), bancário, professor ginasial, de curso médio e universitário.
Com respeito à fé religiosa, nasci em berço espírita e, quando me interessei realmente por entender o Espiritismo, passei a estudá-lo com determinação, tanto mais que sempre tive uma queda para a filosofia – caráter preponderante da Doutrina. Não tenho preconceito religioso, mesmo convicto da crença que professo, por entender que fé não se prescreve, conquista-se. Estranho, por isso, quando alguém procura convencer outrem na marra de que sua religião é a única verdadeira. Afinal, uma existência passageira não parece suficiente para desvelar a complexa verdade universal. Todos os dias, a ciência derruba um mistério, enquadrando o objeto desconhecido (misterioso) nos domínios da natureza.
Aprecio política voltada para a realização dos interesses da coletividade, com vistas à satisfação das necessidades básicas do Estado. Considero que o agente político não pode, no exercício da função política, desviar seu foco das aspirações populares, pois que representa os cidadãos que lhe confiaram o mandato. Com este perfil ideológico, exerci o mandato de vereador, no município de Birigui, por dez anos: 1973 a 1982.
Nesta existência, relativamente longa, concretizei mais um objetivo: plantei árvores, tive filhos e escrevi um livro. Mas, embora a sabedoria popular atribua um caráter de missão a façanha de plantar árvore, ter filho e escrever um livro, – ao ponto de o protagonista conquistar a glória de poder morrer em paz –, inquieta-me a ideia fixa de ter feito muito pouco, no sentido da própria realização espiritual. Na prática, estou longe de ser um cristão: faltam-me humildade e desprendimento, sobejando orgulho e egoísmo. Confio, entretanto, que minha intenção de aprimorar o sentimento converter-se-á em realidade.
Agora, mesmo ignorante do mister no aspecto técnico, inicio o empreendimento do meu blog (adautoquirinosilva.blogspot.com) com ânimo definitivo, pretendendo expor nele matérias variadas, de interesse geral, com a colaboração de pessoas interessadas em participar com trabalhos apreciáveis. Ao longo da nova experiência, em que farei de tudo para manter o blog atualizado, ao menos semanalmente, procurarei aperfeiçoar todos os requisitos componentes da obra.
Por fim, com muita honra, sou corintiano. A derrota para a Ponte Preta faz parte...